sexta-feira, 9 de julho de 2010

Observar/Absorver, a filosofia empírica

Desde pequeno sempre vi o mundo como esse cara descreve em seu depoimento. Infelizmente, até hoje, sou o "louco" do bairro por, digamos, "pensar de forma diferente". O deprimente mesmo é ver que onde moro ninguém é capaz de compreender fatos tão simples acerca da vida e suas adjacências  e quando preciso "deslizar" sobre o "tecido social", seja fazendo um dos meus saraus, ou algo assim, fica claro o "mudus pensantis" da classe-média(baixa-centro-e-alta), tão cheia de preconceitos vãos (e tão veementes em nomear tudo que não compreendem de "pseudo"), suas utilidas vis (e toda sua intelectualidade do decoreba, sem o menor pensamento filosófico) e suas tolas preocupações com seu amontoado de nada, a vigência, quer dizer, a doutrina do Vazio. Dentre a nata da semi-elite, o seja, os bonitões, limpos, projeto de abastados da classe média (os que se entopem de bourbon e clamam serem "perdedores" - pois é moda, entre eles), encontrei umas três pessoas que me ludibriaram (inclusive uma bem recente), pois, cheguei a acreditar que eles "pensavam", que estavam alheios a massificação da imbecilidade, mas, todos, sem excessão, em algum momento do vagar no espaço tempo, demonstraram sua verdadeiras faces ocultas, levando a que me embrenha-se na mata densa da decepção. Infelizmente 99 vírgula 100% das pessoas que conheço, conheci, ou tive contato, são meros figurantes psicológicos de uma vida forjada, a minha. Nunca me quiseram como amigo pelo simples fato de não me enquadrar nas coisas que "eles" tanto amam, pois, não adianta todos quererem você por perto, "gostarem de você", repetirem tudo o que você diz aos quatro cantos, e, no fundo, querer se como você, se você não se "enquadra" no "joguinho" vigente ao incautos sectários. Queria ter conhecido alguém como esse Eduardo Marinho,  não pra tê-lo como amigo, mas para debater nos momentos de dicussões, pois, ao menos, não sentiria, como hoje sinto, que toda essa pretensa bagagem que acho que acumulei com experiências empíricas, não estariam sendo jogadas ao vento e  ditas as paredes-pessoas que se assemelham com grandes muros de Berlin!


Mas, hoje, após ter visto este vídeo, finalmente descobri que, finalmente, não estou só!